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Precificação de Serviços em 5 Etapas

18 de janeiro de 2021

Escritório Moura


Serviços normalmente são mais difíceis de serem precificados do que produtos. Isso porque muitas vezes não há exatamente um custo muito fácil de ser mensurado. Por isso, muitos profissionais erram ao precificarem seus serviços, ainda mais porque a maioria das áreas profissionais, em especial as áreas de humanas, são de uma formação que muitas vezes não passa por um aprendizado de gestão financeira, e por isso fazem a precificação com pouco ou nenhum embasamento. E desse modo, pode ocorrer de um autônomo ou uma empresa de serviços estar faturando alto, sem ver resultados positivos. 

Se o preço do seu serviço estiver menor do que deveria, quanto mais você faturar, pior vai ser.
É bem difícil ter uma receita de bolo para precificação, mas existem algumas etapas básicas pra te ajudar nesse processo:

  1. Defina um salário Fixo

Pois é, eu sei que você é seu próprio chefe, e pode parecer que fixar um salário é injusto, mas é algo que faz muita diferença no final das contas. Isso é um requisito básico se tratando de gestão financeira. E você pode definir essa retirada de acordo com a função que você exerce dentro da empresa, desde que o valor caiba dentro do seu faturamento atual, e conforme a operação for crescendo, você pode rever o valor.


     2. Leve em conta a depreciação dos seus ativos
Não é comum você encontrar essa dica por aí, mas muitos profissionais trabalham com equipamentos caros, tecnologias e até mesmo mobílias e outros bens, que sempre tem um tempo de vida útil, e depois ficam depreciados ou obsoletos. Por isso, sabendo o valor mensal da depreciação dos seus equipamentos e demais ativos, isso também tem que entrar na conta, pois pode fazer uma enorme diferença no resultado do seu preço. E se você não contar com isso, pode ter que gastar sua reserva financeira quando tiver que trocar de equipamentos, ou pior ainda, se endividar.

Então Imaginemos que você possui 60 mil reais, entre computadores, máquinas, equipamentos que tenham um tempo de vida estimado em 5 anos, ou 60 meses. Isso quer dizer que a cada mês, seus equipamentos tem uma depreciação estimada em mil reais. E o ideal seria reservar esse valor para que você tenha sempre o capital para troca dos equipamentos. Afinal, equipamentos novos muitas vezes também saltam aos olhos dos clientes, e valorizam o teu ticket.


       3. Saiba quais são suas despesas fixas e variáveis
É aí que as etapas 1 e 2 fazem diferença, porque nas suas despesas fixas você vai considerar o seu salário, que é fixo, e não aleatório, e também a depreciação dos seus equipamentos e ativos. Os demais custos fixos seriam aqueles que tem valor igual todo mês (aluguel, locação de software, aí você pode considerar também uma média da conta de energia elétrica, água, internet, sua folha de pagamento dos colaboradores), lembrando que os avos de férias, 13º e seus respectivos encargos também devem entrar na conta, para não haver surpresas na hora de ter que fazer os pagamentos, e outras despesas que sejam recorrentes.

Já as despesas variáveis seriam: o percentual de impostos que você paga, manutenção de equipamentos, e outras despesas que sejam proporcionais aos serviços prestados.

Então, sabendo os valores das despesas fixas e variáveis, o percentual de lucro desejado, e um percentual também para reserva de emergência, basta colocar tudo na ponta do lápis, e ai você tem uma boa noção do quanto precisa faturar pra pagar as contas e atingir o lucro desejado. No nosso eBook, que você pode fazer o download gratuitamente, tem um passo a passo para você fazer esses controles financeiros, descobrir seu ponto de equilíbrio, e algumas outras métricas que vão lhe auxiliar na gestão financeira do seu negócio.

       4. Faça um planejamento tributário


O planejamento tributário consiste em estudar uma forma de economizar impostos de maneira lícita.

Os profissionais da área de saúde por exemplo que trabalham como autônomos, ou seja, pessoa física, acabam recebendo de várias fontes pagadoras, quando trabalham para planos de saúde, e também emitindo um montante alto de recibos, porque o paciente pode deduzir esses gastos na declaração do imposto de renda deles. E nesse caso, o profissional da saúde quando declara o imposto de renda pode ser surpreendido por um valor alto de imposto a pagar. Se na clínica existe uma secretária por exemplo, ela muitas vezes está sem registro, o que é um erro e um risco muito grande, ou acaba sendo registrada no CPF, o que gera encargos altos sobre a folha de pagamento. Mas, não precisa o faturamento da clínica ser tão alto para compensar migrar essa situação para uma pessoa jurídica. Na PJ, os impostos sobre o faturamento normalmente são muito menores. E além disso, se você possui algum colaborador, os impostos sobre a folha de pagamento também são menores. Então se você ainda está trabalhando como autônomo ao invés de PJ, procure um contador e faça uma simulação.

      5.  Estabelecendo a precificação
Agora sim, sabendo se você está usufruindo da melhor forma de tributação, e com o valor do seu faturamento ideal, você divide esse valor pelo número de pessoas que você e sua equipe conseguem atender, e chega em um ticket médio. É claro que se você presta serviços muito diferentes e com muitos tipos de variáveis e custos embutidos, isso também deve ser levado em conta. Mas ao chegar nesse ticket, estude também se o preço da concorrência está de acordo com o seu, e se você tem também uma margem para um desconto, se o cliente pedir.

Baseado em seus números, você consegue ter base para tomar outras dezenas de decisões. No caso de não estar operando com sua capacidade máxima, por exemplo, estabeleça metas de vendas dos seus serviços para melhorar esse fator, isso é algo muito básico e fundamental para o crescimento de qualquer negócio. E se você observar que o seu crescimento está estagnado há algum tempo, isso também não é bom sinal, porque enquanto você está parado, o seu concorrente não está.


Qualquer dúvida ou sugestão, deixe seu comentário abaixo 🙂

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